"A verdade é que a compaixão e a crueldade podem viver, lado a lado, no mesmo coração."
Nunca acreditei que existisse maldade, assim no verdadeiro sentido da palavra. Como nos filmes ou desenhos animados que há sempre um mau da fita. As pessoas têm características diferentes: algumas qualidades e outros tantos defeitos que podem chocar ou não com as nossas próprias singularidades. Por exemplo se para nós a competência é uma qualidade essencial, então uma pessoa que tenha uma postura mais relaxada e de certo modo preguiçosa, vai ser para nós imediatamente designada como "má" ou "menos boa"; muito provavelmente o facto de ser preguiçosa não lhe elimina o resto das qualidades mas isso simplesmente choca com o facto de (neste caso) a competência estar no topo dos nossos princípios, daquilo em que acreditamos. Julgamos a pessoa a partir de quem somos e não a partir de quem realmente é.
Para vivermos bem e harmonia com aqueles que nos rodeiam temos de nos consciencializar que cada um é como é, mas acima de tudo temos de aprender a lidar com o facto de que não há impossíveis, de que a perfeição não existe porque afinal toda a gente é capaz de tudo.
E um sorriso pode fazer renascer as palavras (não mortas) mas apenas adormecidas pelo tempo. Voltaram as fortes emoções, os olhares ternurentos e as lágrimas salgadas. Enquanto de um lado do mundo o sol se põe, doutro lado ilumina a penumbra e faz-nos pensar...este é um dia melhor.
terça-feira, março 06, 2007
domingo, fevereiro 25, 2007
Sonhar...acordado
Dizem que os sonhos têm significados. Que reflectem os nossos medos e ânsias, os nossos desejos, ambições e até os nossos mais secretos pensamentos dos quais nem nós próprios temos conhecimento. Dizem os peritos que até o sonho mais estranho, tem o seu significado lógico, traduzindo o que sentimos naquela altura da nossa vida ou que ficou armezenado dentro de nós durante muito tempo e só agora está ser revelado subitlmente, aos poucos...
Eu digo que os sonhos são, não uma fuga da realidade, mas parte dela. É que não sonhamos para fugir do presente, do pálpavel, do seguro. Sonhamos para percebermos melhor a realidade. É que nos sonhos, quando divagamos sem propósito, apercebemo-nos do que realmente é importante e daquilo que é secundário melhor do que no dia-a-dia quando reflectimos seriamente sobre essa questão.
Já que estamos numa de sonhos: Tomás nunca andes a fazer equilibrismo num fio de electricidade...!
Eu digo que os sonhos são, não uma fuga da realidade, mas parte dela. É que não sonhamos para fugir do presente, do pálpavel, do seguro. Sonhamos para percebermos melhor a realidade. É que nos sonhos, quando divagamos sem propósito, apercebemo-nos do que realmente é importante e daquilo que é secundário melhor do que no dia-a-dia quando reflectimos seriamente sobre essa questão.
Já que estamos numa de sonhos: Tomás nunca andes a fazer equilibrismo num fio de electricidade...!
sábado, fevereiro 24, 2007
Aprender a errar
Aprender a mudar. Não tudo, não radicalmente... Melhor do que mudar, aprender a moldar quem somos conforme as situações. Não, não chamo a isto falta de carácter, penso que é uma boa capacidade de adaptação. Se formos demasiado intransigentes e rígidos relativamente aos nossos pensamentos, objectivos, nunca seremos capazes de enfrentar situações que venham a contradizer de algum modo a maneira como vemos o mundo. Neste nosso mundo, cheio de coisas fantásticas que contrastam com acontecimentos e factos horripilantes, temos de nos tornar, nós mesmos, numa espécie de contradição. Temos de estar constantemente dispostos a aprender, a assimilar. São as situações, os acontecimentos, as pessoas com as quais chocamos no decorrer da nossa vida que fazem de nós quem somos ou que antes nos fazem ser quem queremos ser. Ou somos suficientemente tolerantes para nos deixarmos influenciar pelas situações, retirando sempre uma espécie de "lição" que nos torna mais fortes, mais maduros, ou então escondemo-nos, receamos as novas experiências e permanecemos sempre iguais no sentido em que não nos apercebemos dos nossos erros porque na verdade temos medo de os cometer. E quando não ser erra, não se aprende.
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
quarta-feira, fevereiro 07, 2007

'Dots Obsession - Love Transformed into Dots', da artista japonesa Yayoi Kusama em Munique, na Alemanha.
Há coisas assim, simples, que nos fazem esquecer de tudo. Tudo mesmo. Acho que às vezes só precisava de uma sala cheinha balões como estes para poder esquecer que penso sequer...Pensar cansa, sabiam?
domingo, fevereiro 04, 2007
Aborto
Ou se mata uma vida inocente, que não nunca saberá o que é estar aqui:
sorrir
viver
acordar
sentir
ver o nascer do sol
Ou se destrói o caminho de alguém que cometeu um erro
Ou se abre alas a uma vida miserável sem destino:
dor
sofrimento
mágoa
desprezo
raiva
cólera
A vida, a morte, ou a desgraça?
Caberá a nós tomar tais decisões e brincar de "Deus"?
Ou será mesmo a altura de fazermos alguma coisa em vez de vermos as coisas acontecerem perante o nosso desinteresse?
difícil, muito difícil.....................
sorrir
viver
acordar
sentir
ver o nascer do sol
Ou se destrói o caminho de alguém que cometeu um erro
Ou se abre alas a uma vida miserável sem destino:
dor
sofrimento
mágoa
desprezo
raiva
cólera
A vida, a morte, ou a desgraça?
Caberá a nós tomar tais decisões e brincar de "Deus"?
Ou será mesmo a altura de fazermos alguma coisa em vez de vermos as coisas acontecerem perante o nosso desinteresse?
difícil, muito difícil.....................
Que
Que me arrebate. Que me alucine. Que me faça sonhar, que me faça querer. Que me inspire a ser melhor, que me incite a alcançar mais. Que me faça sorrir, que me deixe feliz. Que seja assim, o que nunca sonhei. Que me dê a mão, que me olhe de relance, que me fale de tudo, que não me diga nada. Que me proteja sempre, que me abrace com força, que me deixe assim, querendo mais. Que me diga que não, que me faça querer que está tão longinquamente perto. Que não me magoe, que não me faça chorar. Que me surpreenda, que me mostre o que nunca vi. Que me descubra, que me procure, que me queira, que me faça ser quem sou. Que me arrebate, que me alucine, que me diga em nada o tudo com um simples olhar. Que seja assim, o que nunca sonhei.
terça-feira, janeiro 23, 2007
segunda-feira, janeiro 08, 2007
E vai, e vem. E os acontecimentos passam, e a vida corre, os sorrisos depressa se dissipam, os abraços rapidamente deixam de ser sentidos, as palavras subitamente deixam de fazer qualquer sentido. As metas deixam de ser uma ambição, os passos perdem o seu destino, o olhar não mais nos guia, o raciocínio já não mais serve para orientar mas sim para confundir…É tudo negro, é tudo triste. Lembro-me vagamente que ainda hoje havia sol… mas porquê?
domingo, dezembro 24, 2006
Passa (ficando)
E ele passa por nós, assim como quem não quer a coisa, e simplesmente solta aquela doce e estridente gargalhada que sempre fomos habituados a ouvir. Passa pelo tempo, por sitíos, situações, passa por histórias, passa de boca em boca. Passa na avenida, passa na garagem, passa na quinta, passa pelos "cãezinhos" acariciando-os em tom de companheirismo no cachaço, passa pela "chatinha",passa nas corridas, passa assim, por nós. Sempre a sorrir, sempre a brincar,mas acima de tudo, sempre connosco.
sexta-feira, novembro 24, 2006
Isso de desistir não é ser fraco, não é fragilidade nem sequer inocência. Isso de desistir é uma extrema carência de iniciativa, de vontade de agir e transformar o que pensamos estar errado. Se não fazemos algo e justificamos a nós mesmos, ou aos outros, que é por falta de força ou porque não é boa altura, ou por outra razão qualquer que nesse momento parece apropriada para desculpar a nossa incompetência, então é porque não queremos essa coisa assim tanto como julgamos querer. É nesse preciso instante que nos apercebemos até que ponto algo nos faz mover, até que ponto algo ou alguém consegue fazer-nos seguir o nosso coração não pensando nas consequências. Não digo que desistir seja negativo, é simplesmente uma maneira de percebermos se os nossos objectivos são mesmo só nossos (fruto de desejos, ambições, paixões que fazem parte do nosso ser) ou se são apenas uma resultante de influências exteriores.
E se algumas pessoas têm maior força de vontade que outras, então é porque algumas aprenderam a estabelecer melhor as suas metas, apercebendo-se do que realmente desejam mais rapidamente.
O que digo não é para me mostrar superior ou dizer que as pessoas devem ter força, que devem lutar pelo que querem e se não lutam é porque afinal os seus objectivos não são dignos de luta. O que digo, digo-o porque vejo demasiadas pessoas (inclusivamente, eu) a desistirem do que querem e a justificarem-no com falsas desculpas que até podem parecer credíveis mas que afinal não têm nenhuma razão de ser, porque o querer algo apaixonadamente, transporta todo o empenho e iniciativa necessários à realização de determinado objectivo.
Aquilo que gostamos verdadeiramente acabamos sempre por tentar alcançar, é inevitável, é algo que nos ultrapassa. Por isso se não fazes mais do que aquilo que podes, se não te moves para alcançar o que anseias, se não gritas bem alto a tua paixão será que estás, mesmo, a seguir o que queres?
E se algumas pessoas têm maior força de vontade que outras, então é porque algumas aprenderam a estabelecer melhor as suas metas, apercebendo-se do que realmente desejam mais rapidamente.
O que digo não é para me mostrar superior ou dizer que as pessoas devem ter força, que devem lutar pelo que querem e se não lutam é porque afinal os seus objectivos não são dignos de luta. O que digo, digo-o porque vejo demasiadas pessoas (inclusivamente, eu) a desistirem do que querem e a justificarem-no com falsas desculpas que até podem parecer credíveis mas que afinal não têm nenhuma razão de ser, porque o querer algo apaixonadamente, transporta todo o empenho e iniciativa necessários à realização de determinado objectivo.
Aquilo que gostamos verdadeiramente acabamos sempre por tentar alcançar, é inevitável, é algo que nos ultrapassa. Por isso se não fazes mais do que aquilo que podes, se não te moves para alcançar o que anseias, se não gritas bem alto a tua paixão será que estás, mesmo, a seguir o que queres?
sábado, novembro 18, 2006
E prometo não voltar a ser quem fui, sinto-me crente da realidade que me rodeia insistentemente, juro não voltar e cair no erro de olhar para trás. No erro de desviar o olhar por instantes e perceber que o passado continua lá, à minha espera, à espera de ser relembrado, repensado, revivido. A maldição dos três "r's": o remédio é nunca olhar para trás. Mesmo quando as incertezas atormentam e o presente parece instável, nunca olhar para trás.
E sinto aquele friozinho nas costas, o calor do teu sussuro e tropeço na realidade, outra vez...
E sinto aquele friozinho nas costas, o calor do teu sussuro e tropeço na realidade, outra vez...
domingo, novembro 12, 2006

Sorriam, festejavam, dançavam, choravam, angustiavam, perdiam, reaviam, acariciavam, amavam, beijavam, tocavam, queriam, rejeitavam, ambicionavam, desistiam…viviam, como nós. Numa outra época, rodeados de outras vestimentas, de outras modas, de outras tradições, de outras mentalidades, de outras importâncias, mas acima de tudo viviam, sentiam com a mesma intensidade que nós hoje sentimos tudo aquilo pelo que passamos. Perdiam-se na luxúria, na ostentação, entregavam-se a palácios, roupas, pedras preciosas. Ansiavam um futuro melhor, desejavam alcançar o inalcançável, choravam quando tudo parecia perdido, sorriam quando amanhecia, coravam quando os olhares se cruzavam, angustiavam quando sentiam o peso das suas acções, fechavam os olhos para sentir a brisa suave, sorrindo inocentemente para o vazio…
O tempo passa mas a emoção, o sentimento, o desejo de viver, permanecem uma ambição sempre nossa de querer cada vez mais apaixonarmo-nos por tudo, vivendo assim…intensamente.
O tempo passa mas a emoção, o sentimento, o desejo de viver, permanecem uma ambição sempre nossa de querer cada vez mais apaixonarmo-nos por tudo, vivendo assim…intensamente.
terça-feira, novembro 07, 2006
equilíbrio
E pronto, simplesmente sorrimos. Porque como continuo a dizer a mim mesma, persistentemente, se algo corre mal, então é porque uma boa fase se avizinha ou vice-versa… o universo foi feito para ser assim: equilibrado. Quando tudo parece perdido, aparece algo para nos abrir os olhos e mostrar que podemos voltar a sorrir…outras vezes, quando tudo parece estar a correr da melhor maneira possível, acontece algo que nos desanima, que nos deita abaixo. A vida é assim, feita de coisas boas e coisas más…até porque se não houvesse coisas más como nos poderíamos deliciar com os acontecimentos óptimos, surpreendentes?
Mas melhores tempos vêem, e afinal conseguimos voltar a sentir aquele apego à vida, aquela emoção, aquela felicidade...fragmentos de coisas boas que julgávamos ter perdido há muito. Voltamos a tentar atingir o céu ou então caímos na realidade de que afinal a vida é mesmo apaixonante, é só preciso saber viver.
“Acho que só para ouvir passar o vento, vale a pena ter nascido”
Alberto Caeiro
Mas melhores tempos vêem, e afinal conseguimos voltar a sentir aquele apego à vida, aquela emoção, aquela felicidade...fragmentos de coisas boas que julgávamos ter perdido há muito. Voltamos a tentar atingir o céu ou então caímos na realidade de que afinal a vida é mesmo apaixonante, é só preciso saber viver.
“Acho que só para ouvir passar o vento, vale a pena ter nascido”
Alberto Caeiro
sexta-feira, outubro 27, 2006
Não tenhas pena de ti, não deixes que nada te passe ao lado. Não te deixes abater pelos acontecimentos imprevistos que se sucedem: vive o bem intensamente e o mal, vive-o como se fosse bem da melhor forma que puderes. Nem sempre o sorriso é o mais sincero, ou as palavras as mais doces, ou o olhar o mais profundo. Mas a intenção é sempre a mesma e é essa que pode transformar um inocente disfarce na mais doce das realidades.
domingo, outubro 15, 2006
viver
E viver. Só viver. aproveitar cada ínfimo pormenor duma vida que às vezes parece tão fria, injusta, triste. Aproveitar o mal e transformá-lo em bem apenas com um sorriso disfarçado que acaba por se abrir por vontade própria. E espalhar este sorriso sincero, convencendo meio mundo que a felicidade está mesmo perto de nós, só é preciso haver iniciativa. Iniciativa para fazer, mover, correr, espreitar, abrir os braços ao inesperado, de olhos fechados e alma aberta, confiando na intuição... confiando naquele brilhar do momento que nos faz acreditar convictamente que tudo vai mudar, é só querer.
"E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz"
de "Alberto Caeiro"
"E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz"
de "Alberto Caeiro"
segunda-feira, outubro 02, 2006
E é assim, o vazio. Nem felicidade, nem tristeza, nem euforia, nem amargura… Simplesmente o nada…que preenche o nosso todo. E por momentos, é como se não fossemos ninguém, é como se abandonássemos qualquer tipo de sensação para nos entregarmos por breves instantes ao nada. Não pensar, não querer, não sentir, não desejar, não ficar, não ir, não pedir, não esperar, não chorar, não sorrir, não magoar…não enlouquecer. Não ficar preso a importâncias ou banalidades, não ter de ser nada por instantes. Não ser obrigado a viver, a sentir tudo tão intensamente.
E então, o vazio instala-se. Não há nada. Apenas o respirar e o mover robótico, mais nada. Nem o frio ou o quente, nem o bom ou o mau. Apenas o olhar distante, frio e a expressão tranquila de um corpo desabitado. As mãos tremem nervosas, ansiando por qualquer reacção ao meio exterior, as lágrimas caem desejando chorar, o sorriso abre-se, nervoso esperando por rir sem medo.
Nada. O acordar de olhos fechados, o andar sem mover os membros, o tocar sem sentir a pele, o sorrir de lábios cerrados, o chorar de lágrimas secas. O escape do sofrimento e para o sofrimento. A saída que, afinal, não tem retorno. O vazio.
E então, o vazio instala-se. Não há nada. Apenas o respirar e o mover robótico, mais nada. Nem o frio ou o quente, nem o bom ou o mau. Apenas o olhar distante, frio e a expressão tranquila de um corpo desabitado. As mãos tremem nervosas, ansiando por qualquer reacção ao meio exterior, as lágrimas caem desejando chorar, o sorriso abre-se, nervoso esperando por rir sem medo.
Nada. O acordar de olhos fechados, o andar sem mover os membros, o tocar sem sentir a pele, o sorrir de lábios cerrados, o chorar de lágrimas secas. O escape do sofrimento e para o sofrimento. A saída que, afinal, não tem retorno. O vazio.
domingo, outubro 01, 2006
Antes de procurares a felicidade nos outros, procura-a em ti.
É isso mesmo. Não deixes essa responsabilidade a outrem. Tudo isto porque se só te sentires bem numa felicidade conjunta, nunca admitirás a possibilidade de um equilíbrio interior a sós. Um equilíbrio contigo mesmo, com o que te rodeia, é o passo essencial para respirar fundo e sorrir.
Agora que penso, não é uma tarefa fácil essa de nos fazermos felizes. Achamos que os outros têm uma capacidade superior para o fazer e por isso desistimos de tentarmos estar bem com nós mesmos. Desistimos de nos avaliar, de nos auto-criticar, porque é mais fácil que outra pessoa o faça; mas, na verdade, penso que temos mais em conta a nossa opinião do que a dos outros, o problema é que não nos damos ao trabalho de a elaborar. Porque é que deixamos cada vez mais de nos querer conhecer? Todos os nossos limites, opiniões, esperanças, medos…Será que sabemos do que somos capazes? E como é possível querermos dar-nos bem com outra pessoa, conhece-la a fundo, criar laços, quando sabemos que não nos podemos expandir quando falamos da nossa vida, quando falamos de quem realmente somos?
E é uma aventura ainda maior conheceres-te a ti, mais do que a qualquer outra pessoa. Pensas que sabes o que queres, os teus objectivos e sonhos e afinal nada é como parece e tudo muda. Transformas-te por completo ou, por outro lado, permaneces como sempre foste (só que só agora o descobriste).
É difícil entrares em paz contigo mesmo, é difícil amadurecer. No fundo, é isso mesmo que é: amadurecer. Saberes quem és, porque já viveste, experimentaste. Já erraste, já tentaste remediar os teus erros mas, acima de tudo, já aprendeste com eles. Acima de tudo, já sabes que passo dar. Todavia, e pensando bem, é bom esse processo de errar. Está tudo em aberto e não sabes o que poderá, eventualmente acontecer. Podes-te desiludir com o que fazes, podes sentir amargo arrependimento, carregar com o peso das consequências…mas também podes sentir orgulho, felicidade e uma extrema ambição de começar tudo de novo, porque agora sim, podes ir mais longe, já conheces um pouco mais de ti.
É isso mesmo. Não deixes essa responsabilidade a outrem. Tudo isto porque se só te sentires bem numa felicidade conjunta, nunca admitirás a possibilidade de um equilíbrio interior a sós. Um equilíbrio contigo mesmo, com o que te rodeia, é o passo essencial para respirar fundo e sorrir.
Agora que penso, não é uma tarefa fácil essa de nos fazermos felizes. Achamos que os outros têm uma capacidade superior para o fazer e por isso desistimos de tentarmos estar bem com nós mesmos. Desistimos de nos avaliar, de nos auto-criticar, porque é mais fácil que outra pessoa o faça; mas, na verdade, penso que temos mais em conta a nossa opinião do que a dos outros, o problema é que não nos damos ao trabalho de a elaborar. Porque é que deixamos cada vez mais de nos querer conhecer? Todos os nossos limites, opiniões, esperanças, medos…Será que sabemos do que somos capazes? E como é possível querermos dar-nos bem com outra pessoa, conhece-la a fundo, criar laços, quando sabemos que não nos podemos expandir quando falamos da nossa vida, quando falamos de quem realmente somos?
E é uma aventura ainda maior conheceres-te a ti, mais do que a qualquer outra pessoa. Pensas que sabes o que queres, os teus objectivos e sonhos e afinal nada é como parece e tudo muda. Transformas-te por completo ou, por outro lado, permaneces como sempre foste (só que só agora o descobriste).
É difícil entrares em paz contigo mesmo, é difícil amadurecer. No fundo, é isso mesmo que é: amadurecer. Saberes quem és, porque já viveste, experimentaste. Já erraste, já tentaste remediar os teus erros mas, acima de tudo, já aprendeste com eles. Acima de tudo, já sabes que passo dar. Todavia, e pensando bem, é bom esse processo de errar. Está tudo em aberto e não sabes o que poderá, eventualmente acontecer. Podes-te desiludir com o que fazes, podes sentir amargo arrependimento, carregar com o peso das consequências…mas também podes sentir orgulho, felicidade e uma extrema ambição de começar tudo de novo, porque agora sim, podes ir mais longe, já conheces um pouco mais de ti.
Assinar:
Postagens (Atom)


