domingo, fevereiro 24, 2008

"Juno"

É incrível como uma série de imagens bem conjugadas, umas palavras agradáveis e uma música bem escolhida podem realmente mudar, nem que seja apenas por breves instantes, a maneira como nos sentimos e até o modo como pensamos. É incrível como hoje em dia olhamos para um filme: como se fosse a ocasional captação da realidade; e por outro lado olhamos para a realidade numa perspectiva cinematográfica: os dramas, os olhares, os momentos parados, as imagens que ficam gravadas cá dentro.
Confundimos dois mundos propositadamente (ou não), porque queremos, porque desejamos, porque podemos. Porque podemos mudar de pessoa, de pele e até de mundo...





"You're a part time lover and a full time friend
The monkey on you're back is the latest trend
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

I kiss you on the brain in the shadow of a train
I kiss you all starry eyed, my body's swinging from side to side
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

Here is the church and here is the steeple
We sure are cute for two ugly people
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

The pebbles forgive me, the trees forgive me
So why can't, you forgive me?
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

I will find my nitch in your car
With my mp3 DVD rumple-packed guitar
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu du

(...)"

The Moldy Peaches

2 comentários:

João disse...

Toda a gente gostaria de viver dentro de um filme - de poder cortar as partes acessórias e redundantes, de editar os equívocos parvos e de ter um "writer" (em vez de cérebro) a trabalhar para nós a tempo inteiro --> Viver a 24 frames por segundo --> Juntar a isto uma banda sonora (a quem troque isto por um iPOD) e sentir...sentir sempre...sentir tudo...

É a mais bela fraude no mundo, o cinema (JL Godard).

Quanto ao filme em questão....O valor de Juno foi quanto a mim exagerado (não é claramente filme para Oscar), mas ainda assim, é um filme que se vê sem grande enfado. Inscreve-se na cultura Indie que agora se instala burguesamente como mainstream.

Vale pela bela banda sonora. Mody Peaches, Kimya Dawson, Belle & Sebastian...

PS: Qual o filme em que gostarias de viver?

João disse...

jm