segunda-feira, março 03, 2008

A borboleta

Lembro-me de tardes de Primavera. De perdida no relvado verde que parecia tao enorme, na altura, tão cheio de tudo, apanhar borboletas. Apanhar borboletas e aprisioná-las nas mãos em forma de concha. Absorver a sua cor, alegria, paixão, saborear e sorrir à conta da sua vida. Hoje em dia apetece-me fazer isso, de tempos a tempos. Aprisionar sensações deliciosas, encantadoras, vibrantes, nas palmas das mãos. Agarrá-las com força e soltá-las lentamente, soprar-lhes devagarinho, de olhos fechados e peito inchado porque assim consigo, assim sim.

2 comentários:

João disse...

http://www.youtube.com/watch?v=S8OYygHI1Mo

:)

João disse...

A saudade é isto: viver nas ondas
e não ter pátria no tempo.
E desejos são isto: diálogos debaixo
de horas diárias com a eternidade.

E a vida é isto: até que de um ontem
surge a mais solitária das horas
que, sorrindo diferente das outras irmãs,
vai calada ao encontro do eterno.

RAINER MARIA RILKE