quinta-feira, dezembro 13, 2007

quase

Uma fronteira ténue mas dolorosa entre o aqui e o ali, entre o que consigo e o que desejo, entre a realidade e o sonho. O quase ter, o quase fazer, o quase...faltava o quase.


"O quase: regime atroz do amor, mas também estatuto decepcionante do sonho - a razão pela qual detesto os sonhos."

Roland Barthes in "A Câmara Clara"

Um comentário:

João disse...

Adoro a maneira como escreves e como pareces transplantar esse coração enorme para a tua vida. Impressionei-me por te ouvir citar Barthes neste post. Eu li esse livro fantástico dele, e só tenho pena de não existir ninguém na minha vida com quem o possa discutir. Talvez deva mudar de vida...ou de amigos, não sei.
Também como Barthes, eu desejo aprofundar a vida não como uma "questão" mas como uma "ferida": "vejo, sinto, portanto resparo, olho e penso."

Obrigado.

És linda.