sábado, janeiro 19, 2008

Amor Cão

Amor é traição, Amor é angústia, Amor é pecado, Amor é egoísmo, Amor é esperança, Amor é dor, Amor é morte.


O que é o Amor?

quarta-feira, janeiro 02, 2008

dois mil e oito

Nem é tanto a coisa do dia ou do ano. Basicamente é o conceito de termos uma nova oportunidade de fazer tudo de novo, de levantar, de tentar, de finalmente conseguir... é oportunidade para reunirmos forças e seguirmos em frente. Porque afinal não é a passagem do dia 31 para o dia 1. É a passagem do passado para o futuro, do velho para o novo, do fracasso para o possível o sucesso. A passagem para um sorriso interior, para um mundo melhor.

"Vou viver, até quando eu não sei ,que me importa o que serei, quero é viver."
O António Variações resumiu e muito bem.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

quase

Uma fronteira ténue mas dolorosa entre o aqui e o ali, entre o que consigo e o que desejo, entre a realidade e o sonho. O quase ter, o quase fazer, o quase...faltava o quase.


"O quase: regime atroz do amor, mas também estatuto decepcionante do sonho - a razão pela qual detesto os sonhos."

Roland Barthes in "A Câmara Clara"

segunda-feira, dezembro 10, 2007

6 graus

Só ontem me apercebi do significado do nome desta série. Existe uma teoria intitulada de teoria dos seis graus de distância que defende que são necessárias apenas seis ligações para que quaisquer duas pessoas no mundo estejam ligadas de alguma forma. Aquela história do primo do amigo da irmã do conhecido do meu colega. Acho engraçado isto das coincidências, dos destinos interligados, das pessoas fazerem parte da vida uma das outras de alguma maneira. Sem se aperceberem, sem sequer tendo a intenção de o fazer, jogam com as circunstâncias e logo com as suas escolhas e decisões. Saber que se calhar a nossa vida está a ser influenciada por um chinês qualquer que vive na outra ponta do mundo. Estranho, hã? Eu até lhe acho uma certa piada... tudo porque não sei quem é o raio do chinoca que anda a "controlar" a minha vida. Senão aí sim, o caso mudava de figura.

domingo, dezembro 09, 2007

anatomia de grey

"Ás vezes o que queremos, é mesmo o que precisamos (...) às vezes o que precisamos, é de um novo plano"

Sorri.

sábado, novembro 24, 2007

a lei da atracção

Dizem que se tivermos uma atitude positiva perante a vida, que só receberemos tudo de bom. Uma espécie de retribuição do universo, de teoria do "karma" ou algo parecido com a expressão "what goes around comes around".
Tudo bem, para mim serve.

sexta-feira, novembro 23, 2007

o (constante) regresso

olhos fechados. respirar devagar. ouvir o momento. sentir o silêncio. sugar a emoção. abrir os braços agarrar a vida prendê-la ao peito senti-la perto afogá-la na esperança segredar-lhe ao ouvido a falta que fez aqui perto prender-lhe os sentidos fechar-lhe as saídas beija-la devagar olhá-la por dentro prendê-la por fora tocá-la bem fundo levá-la ao limite e dizer-lhe baixo, bem baixinho com uma doçura fresca em tom de ameaça- Vem, fica. Estive à tua espera.

quinta-feira, novembro 22, 2007

jogos

Existe uma teoria realizada por Von Newman que diz que as ligações que estabelecemos uns com os outros são uma espécie de "jogos", estes podem ser de soma nula ou de soma não nula. Os primeiros dizem respeito por exemplo a relações de amizade em que existe reciprocidade no que toca a sentimentos; geralmente neste "jogo" nenhum dos indivíduos está num nível superior a outro. No caso do segundo, tratam-se de relações entre empregado/patrão por exemplo. Um tem sempre um nível de poder e comando superior ao outro.

São jogos com números, números que desta vez não têm nada que ver com contas de matemática. Jogos em que se medem as emoções, as acções e reacções, em que o posto em que se está pode realmente fazer a diferença. Jogos que hiererquizam as relações, em que se contabilizam a força, o poder, a valentia, a fraqueza, todas as lágrimas ou risos.

São só jogos, não os levemos demasiado a sério, não é?

sexta-feira, outubro 26, 2007

As corridas

Ele hoje disse-me que tem passeado, que tem andado por aí como sempre o fez. Ele hoje disse-me que tem estado por perto, que nos tem feito companhia mesmo sem o sabermos. Ele hoje disse-me que a quinta e os cãezinhos lá continuam, que a garagem lá vai andando e que há mais uma corrida que não pode perder. Ele hoje disse-me que tem estado em festas de anos, em épocas especiais, ou naquela simples e deliciosa conversa de rua, de café, de ocasião, onde contávamos com a sua presença. Ele hoje disse-me que ainda ouve o ruído da estrada, sente a pressão das mãos no volante, a adrenalina a correr no espírito, os gritos da multidão, a ansiedade pela meta. Ele hoje disse-me, em tom de confissão, o quanto aprecia o seu sonho permanecer vivo naqueles que o acompanharam na doce rapidez dos tempos. Ele hoje disse-me tudo o que eu sei que diria. Ele está mais que nunca vivo dentro de nós e acima de tudo vivo dentro do seu próprio sonho de velocidade, vida, de muita paixão, esses que nunca se desvanecem e que, como hoje, vemos serem representados noutras situações. É assim que nos deparamos com o seu típico sorriso mesmo diante de nós...o tio Fefé.

sexta-feira, outubro 19, 2007

A curva da alegria

Sabem aquela altura óptima na nossa vida que começamos a sentir que tudo pode ficar bem? Que ainda há tanta magia pela frente?
A minha avó Águeda chamava curva da alegria à parte do Marão em que se começava a avistar Vila Real. Foi a minha mãe quem me contou esta história à qual eu sempre achei imensa graça e decidi intitular-lhe erradamente de "curva do riso"(engraçadas as analogias das crianças...).
Mas ontem, pela primeira vez, quando vinha a caminho da "bila", apercebi-me de que o nome para aquela curva não podia ter sido melhor escolhido. Apercebi-me da alegria que é a cidade, as situações e as pessoas nos abraçarem devagar e em segredo à medida que contemplamos o lugar que nos viu crescer. A alegria de saber que chegámos e que não importa para onde vamos ou o que quer que façamos, seremos sempre bem recebidos e sentiremos o conforto de saber que após uma longa e estafante viagem, chegámos, finalmente, a casa.

quarta-feira, outubro 17, 2007

Tiago Bettencourt, Canção Simples

Gostei desta comparação, deste elogio: fazes muito mais que o sol. Também sinto que há coisas que tocam sem estarem por perto, que nos fazem bem estando longe. Há coisas que nos aquecem por dentro como o sol o faz por fora.

CANÇÃO SIMPLES

(...)
Tens os raios fortes a queimar
Todo o gelo frio que construí.
Entras no meu sangue devagar
E eu a transbordar dentro de ti.

Tens os raios brancos como um rio,
Sou quem sai do escuro para te ver,
Tens os raios puros no luar,
Sou quem grita fundo para te ter.

Fazes muito mais que o sol.
Fazes muito mais que o sol.
Fazes muito mais que o sol.
Fazes muito mais...

Quero ver as cores que tu vês
Para saber a dança que tu és.
Quero ser do vento que te faz.
Quero ser do espaço onde estás.

Deixa ser tão leve a tua mão,
Para ser tão simples a canção.
Deixa ser das flores o respirar
Para ser mais fácil te encontrar.
(...)

terça-feira, outubro 16, 2007



Sorriem, dão a mão, apertam-na decididos. Zangam-se, fazem birras e abanam com força aquelas perninhas que mais parecem umas canetas. São pequeninos, cabem nos nossos braços e cheiram bem... e eu sou a tia e ainda não dá para acreditar no título. E são MEUS sobrinhos e também não dá para acreditar. Lindos, especiais os nossos bolinhas...

São dias assim

"Qualquer ligação pressupõe uma desligação. O on não faz sentido sem o off e vice versa"
Ouvi, compreendi, racionalizei, assimilei. Mas não gostei, de todo. Porque que é que aquilo que mais prezo neste mundo, que são os sentimentos, as emoções, aquela química invisível que passamos secretamente uns para os outros, está destinada a desaparecer tão espontaneamente quanto aparece? E será que é assim tão bom por sabermos que um dia pode acabar? O prazo é o que nos faz aproveitar ou seríamos igualmente felizes (ou ainda mais) se tivéssemos todo o tempo para experiências, momentos, situações incrivelmente diferentes e igualmente carregadinhas de intensidade? Os segundos, os minutos, as horas e os dias que passam estão afinal do nosso lado ou são apenas mais uma invenção nossa que nos faz pensar mais e sentir menos? Estaremos nós a antecipar desligação das nossas ligações?...

apetites

Não vivo para escrever nem escrevo para viver. Vivo para viver e gosto de escrever quando sinto que tudo está bem ou que tudo parece correr tão mal. Ou quando simplesmente me apetece transmitir por palavras algo que quer sair daqui de dentro. Ou quando me apetece e pronto. Não sou artista mas faz-me bem, é só.

quinta-feira, outubro 11, 2007

21 gramas

o peso da alma o peso das memórias o peso dos risos e dos choros o peso do toque o peso do pensamento o peso do olhar e do respirar o peso dos amores e desamores o peso da tristeza o peso do desespero o peso da alegria e da felicidade o peso da compaixão o peso da entrega o peso dos objectivos e das metas o peso da vingança o peso do orgulho o peso do preconceito o peso do coração acelerado o peso do engolir em seco o peso da euforia o peso das descobertas e dos mistérios o peso de um flashback o peso de um momento um peso de vários momentos o peso daquele calor interior o peso daquilo que somos o peso da vida

sábado, setembro 22, 2007

O capacete dourado


O típico rapaz rebelde, popular que não quer saber de nada nem de ninguém. A típica rapariga inocente, frágil e racatada que espera por algo superior. O típico amor inesperado que acaba por transformar as duas personagens que se vão moldando um à outra. O resultado: um filme que mostra que acima de tudo é necessário viver. Seja num grande cidade, ou numa pequena como Vila Real. Viver com toda a intensidade.

As imagens, os sons, os sentidos apurados a sugarem a cada segundo as emoções e sentimentos que transbordam, descuidados, do nosso corpo. E em vez de deixarmos as memórias para trás, cobertas de pó, voltamos ao passado e vivemos tudo com mais intensidade porque agora sim, temos a certeza que o que passou valeu mesmo a pena.

Vemos a nossa vida de longe representada noutras personagens, vemos os mesmos sitíos que frequentávamos de longe, com saudade, ouvimos os mesmos sons e de repente parece que revivemos situações que tantas vezes desejámos que pudessem repetir-se uma e outra vez.

Hoje percebi que o processo de fazer um filme é bastante semelhante ao de escrever. É o acto de tentar mostrar o que sentimos, ao mesmo tempo que fazemos um esforço para que os outros entendam o que tentamos explicar, identificando-se de algum modo com a nossa história. É uma universalidade única, uma generalização peculiar. Uma estranha maneira de mostrar que apesar de sermos todos diferentes, de cada um ter as suas vivências únicas, conseguimos identificar-nos num sorriso especial, num olhar inquietante, num abraço quente, numa situação familiar. Todos diferentes sendo tão deliciosamente iguais.

domingo, agosto 26, 2007

Carta aos bolinhas

Olá Amélia, olá António. Sei que neste momento só se preocupam em comer, embirrar e dar pontapés (e assim será nos próximos tempos) mas tenho algumas coisas para vos dizer. Primeiro que têm uma mãe mandona e sorridente e que o vosso pai é um crente na cultura portuguesa, eternamente apaixonado pelo grande cantor Jorge Palma que um dia (esperemos) acabarão também por apreciar. Têm também três tios e uma tia. Mas os tios ficam para outra história...eu sou a vossa tia. Há tanto para dizer e contar que não tenho bem a certeza por onde começar para não vos deixar confusos. O mundo é complicado. Mas se olharmos de longe com distanciamento e optimismo ele acaba por se assemelhar bastante simples.
Primeiro, existirão um monte de princesas e príncipes, castelos e masmorras, lobos maus e dragões e também fadas madrinhas. Depois vão-se aperceber que o mundo é menos colorido, que as personagens que o integram são menos mágicas, ou por outro lado mágicas à sua maneira. Vão descobrir que o mundo não é a rua Diogo Bernardes nem a mãe Uxa e o pai Carlos. Vão descobrir que no mundo há mil e uma ruas mas nenhuma tão bonita como a vossa e que há muitos pais mas que nenhuns deles são tão especias e únicos como os vossos. Vão aprender mais tarde como falar e se expressar, vão conhecer o mundo e as coisas numa perspectiva completamente diferente. Vão chegar à conclusão que o mundo pode não ser tão mágico e cheio de fantasia como os desenhos animados mas que é bem melhor que isso porque é palpável, visível e a sua fonte de maravilhas é praticamente inesgotável. Vão aprender também que há pessoas boas e pessoas más e que nem tudo é tão cor-de-rosa como parecia ser. Vão aprender (e nem sempre compreender) que há pessoas que gostamos que nos magoam e que por vezes por muito que amemos alguém acabamos, inevitavelmente, por fazer algo de mau a essa pessoa. Vão aprender que somos pessoas, que não somos perfeitos mas que é isso que faz de nós tão interessantes e curiosos seres. Vão aprender que um filme pode mudar-nos a vida, que uma canção nos pode marcar para sempre, que um momento pode apurar todos os nossos sentidos e fazer acreditar que tudo vale a pena. Vão aprender que uma lágrima não é o fim do mundo e que haverá sempre alguém para nos segurar a mão nessas alturas menos boas. Vão aprender que um sorriso vindo do fundo do coração pode alegrar o nosso dia.
Vão também aprender (e saber logo no príncipio dos tempos) que se pode amar alguém sem sequer estar fisicamente perto dessa pessoa, sem sequer a conhecer, que é exactamente como todos nós gostamos de vocês.

Venham depressa bolinhas (mas tudo a seu tempo...) estamos à vossa espera. Não tenham medo, o mundo não é tão mau como parece.

quinta-feira, agosto 23, 2007

dr.house

Ouvi uma teoria sobre a vida: que é uma série de salas onde ficamos fechados com determinadas pessoas. Essas mesmas pessoas vão determinar o rumo da nossa vida. Se nos dão a mão e nos fazem sorrir, se nos olham com crueldade e nos fazem sofrer, se nos abraçam quando mais desejamos o calor de um corpo, se mesmo estando tão longe sofremos a sua influência como se estivessem perto, se nos fazem abrir os nossos horizontes e sonhar com algo superior aos nossos próprios sonhos, se nos contagiam com a suas gargalhadas e nos aquecem suavemente a alma, se nos fazem inocentemente acreditar num mundo que afinal não existe, se nos abandonam quando mais precisamos da sua presença, se estão lá, bem pertinho, quando as coisas pioram de tempos a tempos...no fundo se nos fazem bem ou mal.
Pode-se chamar uma questão de sorte. As aparências enganam não é? Por isso mesmo nunca sabemos quando é que devemos começar uma dada relação com uma pessoa (seja ela de amor, amizade, profissonal ou de qualquer outro tipo) porque ao ínicio a única coisa que temos é uma expressão facial ou determinados tiques. Como é que podemos saber se uma simples pessoa pode adoçicar o nosso dia-a-dia ou pura e simplesmente destruir tudo o que alguma vez tentámos ser? Como é que é suposto protegermo-nos?
É engraçado porque poderia ter muitas respostas para isto como por exemplo os erros nos ajudam a ser pessoas melhores, como o sofrimento nos torna mais fortes...etc etc Mas a verdade não é esta. Sim, acredito que sofrer faça parte do crescimento e mesmo do nosso disfrutar da vida. Mas vamos lá admitir, ninguém merece sofrer por culpa de outra pessoa, isso não é sofrimento, é altruísmo estúpido. As pessoas que nos rodeiam tanto podem dar-nos a mão como olhar-nos com desdém e mesmo que isso não comprometa toda a nossa vida, influencia-nos, muda-nos de algum modo tornando-nos melhores ou piores pessoas.
Sabem que mais? Nunca tive sorte no aleatório. Quero uma sala privada.

sábado, agosto 18, 2007

Fotografia vencedora do World Press Photo 2007.
Continuo sem entender porque é que a maioria das fotos eleitas neste concurso têm de ser de desgraça e destruição. Continuo sem entender porque é que tem de haver caras tristes e expressões desesperadas que nos transmitem sensações de sofrimento e dor. Não tenho grande conhecimento da área mas posso dizer que gosto de uma fotografia que imortalize sensações agradáveis que possam ser revividas vezes sem conta. Por outro lado, o sofrimento também deve ser relembrado numa tentativa de sensibilizar as pessoas para que não se repita. Mas sabem que mais? Continuo a adorar um sorriso desdentado, um olhar malandro ou uma figura cómica, nunca tive muito jeito para lidar com a desgraça...O caminho é pra frente e (se quisermos) a felicidade também.

sábado, agosto 11, 2007

Hoje foi um daqueles dias. Em que penso e repenso, em que medito sobre as coisas mais elementares. Foi daqueles dias de "tédio" que afinal acabam por servir para alguma coisa. Começo a acreditar piamente que tudo acontece por uma razão justificável. Um dia disse inocentemente que o universo é equilibrado. Devo confessar que o afirmei convictamente, com a certeza inocente de uma criança que acredita que vai haver sempre mais um dia de brincadeira. No entanto estas nossas certezas (não só estas mas outras quaisquer) acabam por estremecer nos piores momentos, é típico, é básico, é humano. Mas depois do medo, da mágoa, do sofrimento, depois de se ter batido mesmo no fundo, só há uma solução: respirar fundo, olhar para cima e rir, rir com muita força. Um dia surpreendi-me pelo que consegui ultrapassar. Não o afirmo por me achar forte e corajosa mas porque é mesmo assim que funcionamos, fomos feitos para sobreviver, para lutar e derrubar barreira atrás de barreira.
É verdade, tornamo-nos tão frágeis pelos mais pequenos e mesquinhos motivos: vamos esmorecendo, refugiando-nos dentro de nós mesmos. Mas também é verdade que temos uma capacidade de cura surpreendente que nos torna verdadeiramente especiais e sensíveis ao mundo que nos rodeia...Podemos morrer de tempos a tempos mas já não me sinto tão insegura com esta sentença do destino porque afinal temos a certeza que uma música bonita, umas palavras bem escolhidas, um sorriso, um beijo ou uma expressão familiar vão-nos acordar bruscamente e obrigar-nos a abraçar a oportunidade de viver, de andar por aqui.