quinta-feira, fevereiro 15, 2007


Queridos

Desejados

Protegidos

Ambicionados

Acarinhados

Beijados

Abraçados

Apreciados

Contemplados

Amados...


Desde do ínicio.


Não, ainda não são eles... só me queria sentir mais perto do que vem aí. Não percebo, não vejo nada, não distingo formas nem cores...Mas agora é mágico, será possível?

quarta-feira, fevereiro 07, 2007


se um dia os tiver, quero que sejam assim... apreciadores de música desde o ínicio.

'Dots Obsession - Love Transformed into Dots', da artista japonesa Yayoi Kusama em Munique, na Alemanha.
Há coisas assim, simples, que nos fazem esquecer de tudo. Tudo mesmo. Acho que às vezes só precisava de uma sala cheinha balões como estes para poder esquecer que penso sequer...Pensar cansa, sabiam?

domingo, fevereiro 04, 2007

Aborto

Ou se mata uma vida inocente, que não nunca saberá o que é estar aqui:
sorrir
viver
acordar
sentir
ver o nascer do sol

Ou se destrói o caminho de alguém que cometeu um erro

Ou se abre alas a uma vida miserável sem destino:
dor
sofrimento
mágoa
desprezo
raiva
cólera


A vida, a morte, ou a desgraça?

Caberá a nós tomar tais decisões e brincar de "Deus"?
Ou será mesmo a altura de fazermos alguma coisa em vez de vermos as coisas acontecerem perante o nosso desinteresse?


difícil, muito difícil.....................

Que

Que me arrebate. Que me alucine. Que me faça sonhar, que me faça querer. Que me inspire a ser melhor, que me incite a alcançar mais. Que me faça sorrir, que me deixe feliz. Que seja assim, o que nunca sonhei. Que me dê a mão, que me olhe de relance, que me fale de tudo, que não me diga nada. Que me proteja sempre, que me abrace com força, que me deixe assim, querendo mais. Que me diga que não, que me faça querer que está tão longinquamente perto. Que não me magoe, que não me faça chorar. Que me surpreenda, que me mostre o que nunca vi. Que me descubra, que me procure, que me queira, que me faça ser quem sou. Que me arrebate, que me alucine, que me diga em nada o tudo com um simples olhar. Que seja assim, o que nunca sonhei.

terça-feira, janeiro 23, 2007

Basta uma música. Basta um olhar. Basta um sorriso. Só para mudar o dia e aperceber assim, dum momento para o outro, que afinal o sol estava só escondido.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

E vai, e vem. E os acontecimentos passam, e a vida corre, os sorrisos depressa se dissipam, os abraços rapidamente deixam de ser sentidos, as palavras subitamente deixam de fazer qualquer sentido. As metas deixam de ser uma ambição, os passos perdem o seu destino, o olhar não mais nos guia, o raciocínio já não mais serve para orientar mas sim para confundir…É tudo negro, é tudo triste. Lembro-me vagamente que ainda hoje havia sol… mas porquê?

domingo, dezembro 24, 2006

Passa (ficando)

E ele passa por nós, assim como quem não quer a coisa, e simplesmente solta aquela doce e estridente gargalhada que sempre fomos habituados a ouvir. Passa pelo tempo, por sitíos, situações, passa por histórias, passa de boca em boca. Passa na avenida, passa na garagem, passa na quinta, passa pelos "cãezinhos" acariciando-os em tom de companheirismo no cachaço, passa pela "chatinha",passa nas corridas, passa assim, por nós. Sempre a sorrir, sempre a brincar,mas acima de tudo, sempre connosco.

sexta-feira, novembro 24, 2006

Isso de desistir não é ser fraco, não é fragilidade nem sequer inocência. Isso de desistir é uma extrema carência de iniciativa, de vontade de agir e transformar o que pensamos estar errado. Se não fazemos algo e justificamos a nós mesmos, ou aos outros, que é por falta de força ou porque não é boa altura, ou por outra razão qualquer que nesse momento parece apropriada para desculpar a nossa incompetência, então é porque não queremos essa coisa assim tanto como julgamos querer. É nesse preciso instante que nos apercebemos até que ponto algo nos faz mover, até que ponto algo ou alguém consegue fazer-nos seguir o nosso coração não pensando nas consequências. Não digo que desistir seja negativo, é simplesmente uma maneira de percebermos se os nossos objectivos são mesmo só nossos (fruto de desejos, ambições, paixões que fazem parte do nosso ser) ou se são apenas uma resultante de influências exteriores.
E se algumas pessoas têm maior força de vontade que outras, então é porque algumas aprenderam a estabelecer melhor as suas metas, apercebendo-se do que realmente desejam mais rapidamente.
O que digo não é para me mostrar superior ou dizer que as pessoas devem ter força, que devem lutar pelo que querem e se não lutam é porque afinal os seus objectivos não são dignos de luta. O que digo, digo-o porque vejo demasiadas pessoas (inclusivamente, eu) a desistirem do que querem e a justificarem-no com falsas desculpas que até podem parecer credíveis mas que afinal não têm nenhuma razão de ser, porque o querer algo apaixonadamente, transporta todo o empenho e iniciativa necessários à realização de determinado objectivo.
Aquilo que gostamos verdadeiramente acabamos sempre por tentar alcançar, é inevitável, é algo que nos ultrapassa. Por isso se não fazes mais do que aquilo que podes, se não te moves para alcançar o que anseias, se não gritas bem alto a tua paixão será que estás, mesmo, a seguir o que queres?

sábado, novembro 18, 2006

E prometo não voltar a ser quem fui, sinto-me crente da realidade que me rodeia insistentemente, juro não voltar e cair no erro de olhar para trás. No erro de desviar o olhar por instantes e perceber que o passado continua lá, à minha espera, à espera de ser relembrado, repensado, revivido. A maldição dos três "r's": o remédio é nunca olhar para trás. Mesmo quando as incertezas atormentam e o presente parece instável, nunca olhar para trás.

E sinto aquele friozinho nas costas, o calor do teu sussuro e tropeço na realidade, outra vez...

domingo, novembro 12, 2006


Sorriam, festejavam, dançavam, choravam, angustiavam, perdiam, reaviam, acariciavam, amavam, beijavam, tocavam, queriam, rejeitavam, ambicionavam, desistiam…viviam, como nós. Numa outra época, rodeados de outras vestimentas, de outras modas, de outras tradições, de outras mentalidades, de outras importâncias, mas acima de tudo viviam, sentiam com a mesma intensidade que nós hoje sentimos tudo aquilo pelo que passamos. Perdiam-se na luxúria, na ostentação, entregavam-se a palácios, roupas, pedras preciosas. Ansiavam um futuro melhor, desejavam alcançar o inalcançável, choravam quando tudo parecia perdido, sorriam quando amanhecia, coravam quando os olhares se cruzavam, angustiavam quando sentiam o peso das suas acções, fechavam os olhos para sentir a brisa suave, sorrindo inocentemente para o vazio…
O tempo passa mas a emoção, o sentimento, o desejo de viver, permanecem uma ambição sempre nossa de querer cada vez mais apaixonarmo-nos por tudo, vivendo assim…intensamente.

terça-feira, novembro 07, 2006

equilíbrio

E pronto, simplesmente sorrimos. Porque como continuo a dizer a mim mesma, persistentemente, se algo corre mal, então é porque uma boa fase se avizinha ou vice-versa… o universo foi feito para ser assim: equilibrado. Quando tudo parece perdido, aparece algo para nos abrir os olhos e mostrar que podemos voltar a sorrir…outras vezes, quando tudo parece estar a correr da melhor maneira possível, acontece algo que nos desanima, que nos deita abaixo. A vida é assim, feita de coisas boas e coisas más…até porque se não houvesse coisas más como nos poderíamos deliciar com os acontecimentos óptimos, surpreendentes?
Mas melhores tempos vêem, e afinal conseguimos voltar a sentir aquele apego à vida, aquela emoção, aquela felicidade...fragmentos de coisas boas que julgávamos ter perdido há muito. Voltamos a tentar atingir o céu ou então caímos na realidade de que afinal a vida é mesmo apaixonante, é só preciso saber viver.


“Acho que só para ouvir passar o vento, vale a pena ter nascido”

Alberto Caeiro

sexta-feira, outubro 27, 2006

Não tenhas pena de ti, não deixes que nada te passe ao lado. Não te deixes abater pelos acontecimentos imprevistos que se sucedem: vive o bem intensamente e o mal, vive-o como se fosse bem da melhor forma que puderes. Nem sempre o sorriso é o mais sincero, ou as palavras as mais doces, ou o olhar o mais profundo. Mas a intenção é sempre a mesma e é essa que pode transformar um inocente disfarce na mais doce das realidades.

domingo, outubro 15, 2006

viver

E viver. Só viver. aproveitar cada ínfimo pormenor duma vida que às vezes parece tão fria, injusta, triste. Aproveitar o mal e transformá-lo em bem apenas com um sorriso disfarçado que acaba por se abrir por vontade própria. E espalhar este sorriso sincero, convencendo meio mundo que a felicidade está mesmo perto de nós, só é preciso haver iniciativa. Iniciativa para fazer, mover, correr, espreitar, abrir os braços ao inesperado, de olhos fechados e alma aberta, confiando na intuição... confiando naquele brilhar do momento que nos faz acreditar convictamente que tudo vai mudar, é só querer.


"E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz"

de "Alberto Caeiro"

segunda-feira, outubro 02, 2006

E é assim, o vazio. Nem felicidade, nem tristeza, nem euforia, nem amargura… Simplesmente o nada…que preenche o nosso todo. E por momentos, é como se não fossemos ninguém, é como se abandonássemos qualquer tipo de sensação para nos entregarmos por breves instantes ao nada. Não pensar, não querer, não sentir, não desejar, não ficar, não ir, não pedir, não esperar, não chorar, não sorrir, não magoar…não enlouquecer. Não ficar preso a importâncias ou banalidades, não ter de ser nada por instantes. Não ser obrigado a viver, a sentir tudo tão intensamente.
E então, o vazio instala-se. Não há nada. Apenas o respirar e o mover robótico, mais nada. Nem o frio ou o quente, nem o bom ou o mau. Apenas o olhar distante, frio e a expressão tranquila de um corpo desabitado. As mãos tremem nervosas, ansiando por qualquer reacção ao meio exterior, as lágrimas caem desejando chorar, o sorriso abre-se, nervoso esperando por rir sem medo.
Nada. O acordar de olhos fechados, o andar sem mover os membros, o tocar sem sentir a pele, o sorrir de lábios cerrados, o chorar de lágrimas secas. O escape do sofrimento e para o sofrimento. A saída que, afinal, não tem retorno. O vazio.

domingo, outubro 01, 2006

Antes de procurares a felicidade nos outros, procura-a em ti.
É isso mesmo. Não deixes essa responsabilidade a outrem. Tudo isto porque se só te sentires bem numa felicidade conjunta, nunca admitirás a possibilidade de um equilíbrio interior a sós. Um equilíbrio contigo mesmo, com o que te rodeia, é o passo essencial para respirar fundo e sorrir.
Agora que penso, não é uma tarefa fácil essa de nos fazermos felizes. Achamos que os outros têm uma capacidade superior para o fazer e por isso desistimos de tentarmos estar bem com nós mesmos. Desistimos de nos avaliar, de nos auto-criticar, porque é mais fácil que outra pessoa o faça; mas, na verdade, penso que temos mais em conta a nossa opinião do que a dos outros, o problema é que não nos damos ao trabalho de a elaborar. Porque é que deixamos cada vez mais de nos querer conhecer? Todos os nossos limites, opiniões, esperanças, medos…Será que sabemos do que somos capazes? E como é possível querermos dar-nos bem com outra pessoa, conhece-la a fundo, criar laços, quando sabemos que não nos podemos expandir quando falamos da nossa vida, quando falamos de quem realmente somos?
E é uma aventura ainda maior conheceres-te a ti, mais do que a qualquer outra pessoa. Pensas que sabes o que queres, os teus objectivos e sonhos e afinal nada é como parece e tudo muda. Transformas-te por completo ou, por outro lado, permaneces como sempre foste (só que só agora o descobriste).
É difícil entrares em paz contigo mesmo, é difícil amadurecer. No fundo, é isso mesmo que é: amadurecer. Saberes quem és, porque já viveste, experimentaste. Já erraste, já tentaste remediar os teus erros mas, acima de tudo, já aprendeste com eles. Acima de tudo, já sabes que passo dar. Todavia, e pensando bem, é bom esse processo de errar. Está tudo em aberto e não sabes o que poderá, eventualmente acontecer. Podes-te desiludir com o que fazes, podes sentir amargo arrependimento, carregar com o peso das consequências…mas também podes sentir orgulho, felicidade e uma extrema ambição de começar tudo de novo, porque agora sim, podes ir mais longe, já conheces um pouco mais de ti.

segunda-feira, setembro 04, 2006

É verdade. As pessoas mudam. Os sentimentos, as opiniões, as perspectivas, tudo se altera seja por obra do acaso ou pela nossa própria vontade que muitas vezes vai contra as leis da razão. Nada é permanente e inalterável e é isso que nos magoa: a falta de segurança, a falta de saber que algo permanecerá sempre (em qualquer circunstância) do nosso lado. E é assim que nos apegamos às coisas, que criamos raízes, que mergulhamos na nostalgia. É um vago sentimento de saudade do passado mas acima de tudo é uma vontade imensa de um presente estável e de um futuro garantido. Precisamos de dizer que algo é “nosso”, necessitamos de admitir que temos provas concretas que nos ligam a alguma coisa, que nos definem de alguma maneira. Chamam-lhe sentimento de pertença, eu digo que é pura ingenuidade. Como se algo pudesse ser realmente nosso… Nada nos pertence verdadeiramente (sejam coisas materiais, fictícias, irreais). Aliás, por muito irónico que pareça, algo só nos pertence quando temos a oportunidade de dar a alguém e, mesmo nesse momento, deixa de ser nosso para passar a ser, por tempo indefinido, algo sem dono e sem lugar, ansiando por ser presente, outra vez.
Agora compreendo porque é tão gratificante o acto de dar, de oferecer. Afinal, é nesse preciso instante, em que abdicamos de algo que é mesmo “nosso”. Damos uma parte de nós e apercebemo-nos que não somos ocos, porque para “dar” é preciso “ter”.

quarta-feira, julho 12, 2006

Falo de momentos porque são esses mesmos que merecem toda a atenção. Falo de pequenos instantes porque não é um ano na nossa vida que nos marca, não é uma época mas sim aquele sorriso, aquele toque, aquele preciso instante que por momentos, por breves momentos nos tocou a alma e nos fez sentir que tudo vale a pena. Falo de um beijo apaixonado, de um abraço amigo, de um sorriso envergonhado, de um olhar carinhoso. Falo de algo que nos pode curar a alma, afogar o espírito triste na doce alegria…Falo de ver a série favorita enterrada no sofá a beber chá gelado, falo de passear na rua quando chove levemente, falo de sentir o cheiro da relva acabada de cortar, falo de passear à beira mar quando o sol se põe. Mas acima de tudo, falo de viver, cada segundo, com incrível paixão como se não tivéssemos conhecimento que as coisas más também existem.

domingo, julho 02, 2006



Cheira a ti. Cada vez mais cheira a ti. Não sei se é doce ou amargo, se é agradável ou muito forte, mas faz-me lembrar da tua essência como pessoa, e é isso que realmente importa. De facto, é principalmente o cheiro que me persegue. Ficou entranhado na minha casa, nas minhas roupas, em mim, no meu pensamento… Li no outro dia numa revista que o cheiro é o sentido que mais faz relembrar pessoas, situações, coisas. Nesse preciso momento comecei a sentir o teu perfume e até senti a tua mão a tocar na minha várias vezes durante o dia.
Quando é de noite, quando vou para a cama é pior. Sempre ouvi dizer, desde pequena, que a noite é má conselheira. Concordo, sem dúvida alguma. Acontece como se fosse uma premonição, quando me deito na cama, já sei o que vai acontecer e, apesar da previsão não me agradar de todo, não faço nada para evitar que se suceda. Encosto devagar a cabeça à almofada e começo a sentir todos os meus sentidos alerta. Fecho os olhos, acolho os lençóis para bem perto de mim e espero por algo, não sei bem o quê. Estás aqui, tenho a certeza. O teu fantasma, o teu nada, o meu todo. A mágoa nasce bem fundo do coração, e o vazio instala-se, como se o corpo se limitasse a uma caixa oca, repleta de ar. Quero poder gritar, afastar todas essas crenças recém-chegadas que nunca me convenceram. Mas, na verdade nada faço para que a nostalgia do teu ser me abrace com força. O teu cheiro persegue-me. De dia, de noite, em casa, na rua, no metro, em qualquer lugar. Já tentei mudar de perfume, já tentei mudar o aroma. Mas o odor da tua pele, o cheiro da tua alma, a essência do teu ser, é demasiado forte, ficou presa a mim…habita debaixo da minha pele, muito mais além do meu ser, bem abrigada no meu espírito.

sábado, julho 01, 2006

Se te dói a alma, aproveita. Se o mundo parece não ter sentido, contempla o facto como se fosses um mero espectador. Se as palavras se desfazem, se o simples toque te amargura, se as imagens, as cores, os sons habitam dentro de ti, se a única razão pela qual te comprometeste a viver, desvanece pelo vazio, guarda tudo bem dentro de ti como se pensasses que consegues suportar. Cria a ilusão da força, mascara-te de guerreiro, pega no que não tens e usa a tua fraqueza, a tua cobardia. Tudo porque chegará o dia em que, não ficarás feliz pelo que fizeste, mas simplesmente, aliviado.