"Imaginem um rapaz correndo de mota numa estrada secundária. O vento bate-lhe no rosto. O rapaz fecha os olhos e abre os braços, como nos filmes, sentindo-se vivo e em plena comunhão com o universo. Não vê o camião irromper do cruzamento. Morre feliz. A felicidade é quase sempre uma irresponsabilidade. Somos felizes durante os breves instantes em que fechamos os olhos."
José Eduardo Agualusa in "O Vendedor de Passados"
Muito à "City of Angeles" (aliás, a primeira imagem que me surgiu na cabeça foi a Meg Ryan de braços abertos e de caracóis loiros perfeitinhos a flutuarem ao vento) mas ainda assim ficou na memória.
Tenho de fechar mais vezes os olhos (ou abri-los melhor).
E um sorriso pode fazer renascer as palavras (não mortas) mas apenas adormecidas pelo tempo. Voltaram as fortes emoções, os olhares ternurentos e as lágrimas salgadas. Enquanto de um lado do mundo o sol se põe, doutro lado ilumina a penumbra e faz-nos pensar...este é um dia melhor.
quarta-feira, outubro 21, 2009
quarta-feira, outubro 14, 2009
Bem-vindo
terça-feira, outubro 13, 2009
pouco sono (e muitos sonhos)
Sonho nº 1 com a sala, fiquei apovorada outra vez.
Sonho nº 2 que queria tirar uma foto a todos mas não aparecia ninguém no ecrã (Freud explicaria isto com certeza).
E no outro dia sonhei: contigo.
Sonho nº 2 que queria tirar uma foto a todos mas não aparecia ninguém no ecrã (Freud explicaria isto com certeza).
E no outro dia sonhei: contigo.
segunda-feira, outubro 12, 2009
sexta-feira, outubro 09, 2009
ensaio(s)
segunda-feira, outubro 05, 2009
Recordação da bila. a Guga na Gomes
segunda-feira, setembro 28, 2009
A Casa Portuguesa (na Gràcia)
sexta-feira, setembro 25, 2009
sobre a vida e o esquecimento
"Como creio ter-te dito, é raro olhar-te numa fotografia. Porque então estás cingida aos teus limites onde és menos tu. Mas tenho os teus livros e cadernos (...). É terrível folheá-los e sobretudo ver a tua escrita e pensar que tu estiveste ali e és tu nesse estar, presente ausente no que escreveste e ficou. A tarde escurece e vou-me esquecer um pouco, antes que me digas esquece. E sê contente com a vida, que esquece também."
Vergílio Ferreira in "Cartas a Sandra"
Vergílio Ferreira in "Cartas a Sandra"
quinta-feira, setembro 17, 2009
(molt) em feia por

Geralmente são espelhos. Não um espelho normal de casa de banho ou quarto, mas sim dois espelhos frente a frente ou vários na mesma divisão. Deixa-me sem ar. Parece que o espaço se torna infinito em tempo e lugar (o que remete para outras questões de existência, do universo e afins que me recuso a enfrentar).
No outro dia, numa sala de um edificio de oferta turístico-cultural (que não vou aqui referir, correndo o risco de parecer um guia turístico pretencioso) tive medo, a sensação de ansiedade, de não querer virar a esquina. O antecipar horripilante da ponta do iceberg da qual o nosso inconsciente nos tem tentado proteger a vida inteira (mesmo à filme de terror). Era uma sala negra com cerca de 10 televisões (daquelas gordas, antigas - nada de ecrãs LCD) assim com "piquinhos" cinzentos como quando a antena não consegue encontrar sinal. Todas as televisões assim, "desintonizadas" e o barulho horrível desse caos televisivo.
Mas, nos últimos tempos, o que me tem perseguido são os sonhos (/pesadelos). Todas as noites quando me deito tenho medo: de acordar, ter o corpo cansado e preguiçoso de viver.
Há uns dias levantei-me e foi tudo normal. Não percebi na altura mas a sensação desapareceu e o cansaço também. "São fases"
Aqui fica uma foto da tal exposição da qual não vou referir a proveniência (quem for minimamente culto que se delicie - pretenciosidade outra vez).
quarta-feira, julho 22, 2009
a dúvida
Apercebi-me há pouco tempo que pode ser a pior coisa que conhecemos. E se?e será? mas e? as constantes perguntas o insustentável sufoco a mesma perseguição outra e outra e outra vez.
Há coisas que nunca vou ter coragem de perguntar. Há coisas que nunca me vão saber responder. Há coisas às quais me vão sempre mentir.
e às vezes olhamos para fora do nosso círculo de resignação e acontece:
"doubts. I have such doubts!"
Há coisas que nunca vou ter coragem de perguntar. Há coisas que nunca me vão saber responder. Há coisas às quais me vão sempre mentir.
e às vezes olhamos para fora do nosso círculo de resignação e acontece:
"doubts. I have such doubts!"
domingo, julho 12, 2009
quarta-feira, julho 08, 2009
afinal é isto
"Costuma dizer-se que nos caiu um fardo em cima. Carregamos esse fardo, suportamo-lo ou não o suportamos. Lutamos com ele, perdemos ou ganhamos. Mas o que acontecera ao certo com Sabina?(...)
O seu drama não era o drama do peso, mas o da leveza. O que se abatera sobre ela não era um fardo, mas a insustentável leveza do ser."
Milan Kundera
o vazio.
O seu drama não era o drama do peso, mas o da leveza. O que se abatera sobre ela não era um fardo, mas a insustentável leveza do ser."
Milan Kundera
o vazio.
quinta-feira, junho 11, 2009
(submersa n)O Quarto do Filho
"(...) Um filme sobre uma das mais penosas (e também inevitáveis) dimensões da existência humana: o trabalho de luto face às perdas que vamos sofrendo. É algo que se sente no corpo vivo do filme, na vibração inigualável dos actores (Moretti e Laura Morante são sublimes).
É também algo que celebra cinema como peça vital de um modo singular de entender e habitar o Mundo.
Trata-se de olhar à sua volta e...ser livre. É a mais difícil de todas as coisas."
Joaão Lopes
Premiére, Fev. 2002
É também algo que celebra cinema como peça vital de um modo singular de entender e habitar o Mundo.
Trata-se de olhar à sua volta e...ser livre. É a mais difícil de todas as coisas."
Joaão Lopes
Premiére, Fev. 2002
terça-feira, junho 09, 2009
watch your back
Descobri no outro dia que o meu mundo pode ser tudo uma ilusão criada pela minha mente esquizofrénica. Logo: tudo o que vejo e experiencio é criado por mim, deixando pra trás das costas um universo de nada. Resultado: um olhar de esguelha (completamente infrutífero, já que continua a ser o meu olhar criador) para trás das costas uma vez por dia.
Diz que é o fenomenismo radical.
Ah e qualquer coisa pode estar atrás das minhas costas. Até um rinoceronte, o Doraemon ou o Obama. Ou os três. Medo.
Diz que é o fenomenismo radical.
Ah e qualquer coisa pode estar atrás das minhas costas. Até um rinoceronte, o Doraemon ou o Obama. Ou os três. Medo.
domingo, junho 07, 2009
eternal sunshine of the spotless mind

E se pudéssemos apagar alguém da nossa memória? Apesar de ter apanhado o filme já no final, agradou-me a ideia e a forma estranha e bizarra adoptada para o realizar. Se pudessémos empacotar sensações, momentos, imagens, se pudéssemos eliminar constantemente o passado, se pudéssemos constantemente voltar à (pura) inocência?
Um filme que nos põe a pensar sobre vários temas: a memória, a dor e a saudade...e se pudéssemos eliminar tudo isso (será que conseguiríamos?).
E se pudéssemos apagar alguém da nossa memória? Quem apagarias?
segunda-feira, maio 25, 2009
agora, um pouco de Nanni
"Aquele pouco que se pode mudar na vida não se muda por um processo racional; muda-se porque acontecem coisas, muito dolorosas ou muito belas. E essas, às vezes, são ocasiões para se mudar um pouco, esse pouco que podemos mudar."
Nanni Moretti (em entrevista ao Ípsilon)
- esperar mudar querer confundir relembrar afastar insistir desistir agarrar desprender. O caos calmo de Nanni. Tanta coisa a passar-se, tão rápido. E a verdade é que o meu desejo é sentar-me num banco de jardim, a olhar em volta, sem propósito algum.
Nanni Moretti (em entrevista ao Ípsilon)
- esperar mudar querer confundir relembrar afastar insistir desistir agarrar desprender. O caos calmo de Nanni. Tanta coisa a passar-se, tão rápido. E a verdade é que o meu desejo é sentar-me num banco de jardim, a olhar em volta, sem propósito algum.
quinta-feira, maio 21, 2009
luzes, câmara, acção
o grande Zizek
"This is my fear: as if I am nothing who pretends all the time to be somebody, and has to be hiperactive all the time, just to fascinate people enough so that they don't know this: that there is nothing."
Slavoj Zizek
Slavoj Zizek
terça-feira, abril 28, 2009
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