sexta-feira, abril 27, 2007

Aquela música dos anos 60.
Aquele espírito de liberdade.
Aquela ânsia por algo superior.
Aquela vontade de alcançar o inalcansável.
Aquele desafogo, aquela emoção, por simplesmente respirar as letras revolucionárias que fazem as pálpebras fazerem vénia para o sorriso se abrir em grande, em gesto de concordância com a alma, com o coração.
Quero ser assim: livre, fogaz, viva.

segunda-feira, abril 16, 2007

Ultimamente

Ultimamente tenho visto coisas más. Tenho sentido que tudo pode correr mal. As pessoas podem mesmo fazer de tudo só para conseguirem o que desejam, nem que isso implique magoar quem não tem minimamente a ver com o assunto. As pessoas podem mudar e os sentimentos também. O que à partida é uma coisa que pensamos ser certa, pode mudar de um momento para o outro. Podemos sentir falta de outros tempos...podemos sentir mágoa, tristeza e um enorme vazio, tudo ao mesmo tempo, a consumir-nos por dentro, destruindo tudo o que alguma vez fomos ou que ambicionávamos inocentemente ser. Mas ultimamente não tenho visto só coisas más. Aliás, até tenho visto coisas muito boas. Coisas que me surpreendem, pessoas que me fazem sorrir só por estarem ali, a olharem-me de relance. Ultimamente tenho sentido que tudo pode correr bem. Ultimamente têm me telefonado, têm se preocupado, têm-me feito rir, têm-me contado histórias, têm-me revelado segredos...ultimamente olham-me nos olhos e dizem-me o que sentem, ouvem as minhas lamúrias horas e horas mesmo quando a altura não é a melhor...ultimamente dizem-me a verdade mesmo quando lhes dói tanto saber que me vai magoar. Ultimamente vemos a chuva a cair, fria, na noite escura, ultimamente ouvimos aquela canção de olhos fechados e alma aberta, ultimamente trocamos olhares e sorrimos porque a telepatia é só nossa, ultimamente abraçam-me quando preciso, ultimamente zangam-se e fazem-me amuar...Assim, só ultimamente, têm sido tudo para mim.
Ultimamente tenho-me apercebido que a felicidade não é um estado de espírito mas sim aquelas coisas pequeninas do dia-a-dia que acabamos por não aproveitar devidamente...Ultimamente tenho tentado ser feliz...e eles ajudam, bastante.

segunda-feira, abril 09, 2007

"onde começas não é necessariamente onde acabas"

eles dizem...eu (inocentemente) concordo

domingo, março 25, 2007

Nunca conhecemos nada nem ninguém, assim verdadeiramente. De facto, cada vez acredito mais que estas ligações que estabelecemos uns com os outros são uma forma inocente de mostrarmos o quanto necessitamos de algo seguro, que nos prenda aos sitios, que nos faça ficar por cá, tendo um motivo certo. São desculpas para nos sentirmos melhor. Desculpas incertas, promessas furadas.
Mas continuamos a acreditar porque afinal não há outra solução. Continuamos a sofrer porque não existe outro caminho. Só a solidão. Para mim não dava, não me suporto.
“well, i’m ready to fly… but I ain’t got wings…”



Perde e volta a reaver. Erra e acerta em cheio. Escolhe e altera. Pára e avança. Mostra que só tu escolhes o teu destino e pelo menos desta vez, esquece que a tristeza existe. Desafia-te a ti mesmo a fazeres algo difícil, custoso mas fantástico porque foste tu e apenas tu que o conseguiste. A melhor parte? Se não conseguires agora, podes sempre tentar outra vez. Ninguém te julgará ou culpabilizará por não o conseguires e se houver um “alguém”, esse alguém serás tu mesmo.
A parte boa de um objectivo só teu? Podes alterá-lo quando quiseres. Criá-lo, construi-lo, imaginá-lo, desprezá-lo, destrui-lo, moldá-lo, mas agir de algum modo, nunca ficando indiferente.
Aquela música, aquele olhar, aquela imagem, aquele sorriso, aquele toque, aquela palavra, aquela sensação, fazem-te sentir o corpo vibrar, expectante? Então, corre, larga tudo, segue o teu rumo e não olhes para trás… a viagem ainda agora começou.

sexta-feira, março 16, 2007

as mil e uma coisas que odeio em ti

Vá la, vamos admitir: não somos perfeitos, não evitamos o ódio,a dor, a mágoa nem o sentimento de vingança.
Soltar as emoções, deixar correr os sentimentos, mesmo que estes não sejam os mais louváveis... o que interessa é que sejam verdadeiros. Nem tudo tem de ser bonito, nem sempre tem de ser tudo a cores florescentes.
Não faz mal odiar de vez em quando. Ser tão são e consciente às vezes torna-se insuportável.

terça-feira, março 06, 2007

"A verdade é que a compaixão e a crueldade podem viver, lado a lado, no mesmo coração."

Nunca acreditei que existisse maldade, assim no verdadeiro sentido da palavra. Como nos filmes ou desenhos animados que há sempre um mau da fita. As pessoas têm características diferentes: algumas qualidades e outros tantos defeitos que podem chocar ou não com as nossas próprias singularidades. Por exemplo se para nós a competência é uma qualidade essencial, então uma pessoa que tenha uma postura mais relaxada e de certo modo preguiçosa, vai ser para nós imediatamente designada como "má" ou "menos boa"; muito provavelmente o facto de ser preguiçosa não lhe elimina o resto das qualidades mas isso simplesmente choca com o facto de (neste caso) a competência estar no topo dos nossos princípios, daquilo em que acreditamos. Julgamos a pessoa a partir de quem somos e não a partir de quem realmente é.
Para vivermos bem e harmonia com aqueles que nos rodeiam temos de nos consciencializar que cada um é como é, mas acima de tudo temos de aprender a lidar com o facto de que não há impossíveis, de que a perfeição não existe porque afinal toda a gente é capaz de tudo.

domingo, fevereiro 25, 2007

Sonhar...acordado

Dizem que os sonhos têm significados. Que reflectem os nossos medos e ânsias, os nossos desejos, ambições e até os nossos mais secretos pensamentos dos quais nem nós próprios temos conhecimento. Dizem os peritos que até o sonho mais estranho, tem o seu significado lógico, traduzindo o que sentimos naquela altura da nossa vida ou que ficou armezenado dentro de nós durante muito tempo e só agora está ser revelado subitlmente, aos poucos...
Eu digo que os sonhos são, não uma fuga da realidade, mas parte dela. É que não sonhamos para fugir do presente, do pálpavel, do seguro. Sonhamos para percebermos melhor a realidade. É que nos sonhos, quando divagamos sem propósito, apercebemo-nos do que realmente é importante e daquilo que é secundário melhor do que no dia-a-dia quando reflectimos seriamente sobre essa questão.
Já que estamos numa de sonhos: Tomás nunca andes a fazer equilibrismo num fio de electricidade...!

sábado, fevereiro 24, 2007

Aprender a errar

Aprender a mudar. Não tudo, não radicalmente... Melhor do que mudar, aprender a moldar quem somos conforme as situações. Não, não chamo a isto falta de carácter, penso que é uma boa capacidade de adaptação. Se formos demasiado intransigentes e rígidos relativamente aos nossos pensamentos, objectivos, nunca seremos capazes de enfrentar situações que venham a contradizer de algum modo a maneira como vemos o mundo. Neste nosso mundo, cheio de coisas fantásticas que contrastam com acontecimentos e factos horripilantes, temos de nos tornar, nós mesmos, numa espécie de contradição. Temos de estar constantemente dispostos a aprender, a assimilar. São as situações, os acontecimentos, as pessoas com as quais chocamos no decorrer da nossa vida que fazem de nós quem somos ou que antes nos fazem ser quem queremos ser. Ou somos suficientemente tolerantes para nos deixarmos influenciar pelas situações, retirando sempre uma espécie de "lição" que nos torna mais fortes, mais maduros, ou então escondemo-nos, receamos as novas experiências e permanecemos sempre iguais no sentido em que não nos apercebemos dos nossos erros porque na verdade temos medo de os cometer. E quando não ser erra, não se aprende.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007


sim... já são eles.
Duas bolinhas cheinhas de alegria, risos, beijinhos, carícias e até birras e choros. Mas acima de tudo duas bolinhas que nos vão mudar a vida em todos os sentidos.
Mudar-nos, preencher-nos, completar-nos.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007


Queridos

Desejados

Protegidos

Ambicionados

Acarinhados

Beijados

Abraçados

Apreciados

Contemplados

Amados...


Desde do ínicio.


Não, ainda não são eles... só me queria sentir mais perto do que vem aí. Não percebo, não vejo nada, não distingo formas nem cores...Mas agora é mágico, será possível?

quarta-feira, fevereiro 07, 2007


se um dia os tiver, quero que sejam assim... apreciadores de música desde o ínicio.

'Dots Obsession - Love Transformed into Dots', da artista japonesa Yayoi Kusama em Munique, na Alemanha.
Há coisas assim, simples, que nos fazem esquecer de tudo. Tudo mesmo. Acho que às vezes só precisava de uma sala cheinha balões como estes para poder esquecer que penso sequer...Pensar cansa, sabiam?

domingo, fevereiro 04, 2007

Aborto

Ou se mata uma vida inocente, que não nunca saberá o que é estar aqui:
sorrir
viver
acordar
sentir
ver o nascer do sol

Ou se destrói o caminho de alguém que cometeu um erro

Ou se abre alas a uma vida miserável sem destino:
dor
sofrimento
mágoa
desprezo
raiva
cólera


A vida, a morte, ou a desgraça?

Caberá a nós tomar tais decisões e brincar de "Deus"?
Ou será mesmo a altura de fazermos alguma coisa em vez de vermos as coisas acontecerem perante o nosso desinteresse?


difícil, muito difícil.....................

Que

Que me arrebate. Que me alucine. Que me faça sonhar, que me faça querer. Que me inspire a ser melhor, que me incite a alcançar mais. Que me faça sorrir, que me deixe feliz. Que seja assim, o que nunca sonhei. Que me dê a mão, que me olhe de relance, que me fale de tudo, que não me diga nada. Que me proteja sempre, que me abrace com força, que me deixe assim, querendo mais. Que me diga que não, que me faça querer que está tão longinquamente perto. Que não me magoe, que não me faça chorar. Que me surpreenda, que me mostre o que nunca vi. Que me descubra, que me procure, que me queira, que me faça ser quem sou. Que me arrebate, que me alucine, que me diga em nada o tudo com um simples olhar. Que seja assim, o que nunca sonhei.

terça-feira, janeiro 23, 2007

Basta uma música. Basta um olhar. Basta um sorriso. Só para mudar o dia e aperceber assim, dum momento para o outro, que afinal o sol estava só escondido.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

E vai, e vem. E os acontecimentos passam, e a vida corre, os sorrisos depressa se dissipam, os abraços rapidamente deixam de ser sentidos, as palavras subitamente deixam de fazer qualquer sentido. As metas deixam de ser uma ambição, os passos perdem o seu destino, o olhar não mais nos guia, o raciocínio já não mais serve para orientar mas sim para confundir…É tudo negro, é tudo triste. Lembro-me vagamente que ainda hoje havia sol… mas porquê?

domingo, dezembro 24, 2006

Passa (ficando)

E ele passa por nós, assim como quem não quer a coisa, e simplesmente solta aquela doce e estridente gargalhada que sempre fomos habituados a ouvir. Passa pelo tempo, por sitíos, situações, passa por histórias, passa de boca em boca. Passa na avenida, passa na garagem, passa na quinta, passa pelos "cãezinhos" acariciando-os em tom de companheirismo no cachaço, passa pela "chatinha",passa nas corridas, passa assim, por nós. Sempre a sorrir, sempre a brincar,mas acima de tudo, sempre connosco.

sexta-feira, novembro 24, 2006

Isso de desistir não é ser fraco, não é fragilidade nem sequer inocência. Isso de desistir é uma extrema carência de iniciativa, de vontade de agir e transformar o que pensamos estar errado. Se não fazemos algo e justificamos a nós mesmos, ou aos outros, que é por falta de força ou porque não é boa altura, ou por outra razão qualquer que nesse momento parece apropriada para desculpar a nossa incompetência, então é porque não queremos essa coisa assim tanto como julgamos querer. É nesse preciso instante que nos apercebemos até que ponto algo nos faz mover, até que ponto algo ou alguém consegue fazer-nos seguir o nosso coração não pensando nas consequências. Não digo que desistir seja negativo, é simplesmente uma maneira de percebermos se os nossos objectivos são mesmo só nossos (fruto de desejos, ambições, paixões que fazem parte do nosso ser) ou se são apenas uma resultante de influências exteriores.
E se algumas pessoas têm maior força de vontade que outras, então é porque algumas aprenderam a estabelecer melhor as suas metas, apercebendo-se do que realmente desejam mais rapidamente.
O que digo não é para me mostrar superior ou dizer que as pessoas devem ter força, que devem lutar pelo que querem e se não lutam é porque afinal os seus objectivos não são dignos de luta. O que digo, digo-o porque vejo demasiadas pessoas (inclusivamente, eu) a desistirem do que querem e a justificarem-no com falsas desculpas que até podem parecer credíveis mas que afinal não têm nenhuma razão de ser, porque o querer algo apaixonadamente, transporta todo o empenho e iniciativa necessários à realização de determinado objectivo.
Aquilo que gostamos verdadeiramente acabamos sempre por tentar alcançar, é inevitável, é algo que nos ultrapassa. Por isso se não fazes mais do que aquilo que podes, se não te moves para alcançar o que anseias, se não gritas bem alto a tua paixão será que estás, mesmo, a seguir o que queres?

sábado, novembro 18, 2006

E prometo não voltar a ser quem fui, sinto-me crente da realidade que me rodeia insistentemente, juro não voltar e cair no erro de olhar para trás. No erro de desviar o olhar por instantes e perceber que o passado continua lá, à minha espera, à espera de ser relembrado, repensado, revivido. A maldição dos três "r's": o remédio é nunca olhar para trás. Mesmo quando as incertezas atormentam e o presente parece instável, nunca olhar para trás.

E sinto aquele friozinho nas costas, o calor do teu sussuro e tropeço na realidade, outra vez...